
Assim, aos poucos, a “arte de tirar dentes”, foi sendo assumida pelos escravos e pelos negros alforriados, sendo considerada uma atividade de menor importância. As gravuras de Debret (1978, p. 211), ilustram cenas das primeiras primeiras barbearias onde em que se lê na placa da barbearia: "barbeiro, cabeleireiro, sangrador, dentista e deitão de bixas (sic)"[1].
De acordo com Rosenthal18 (2001) a presença do negro na prática odontológica não era bem vista pelos portugueses, mas o Reino fazia, excepcionalmente, essa concessão a fim de que pudessem atender outros escravos e pessoas carentes, sendo que o licenciamento de alguns destes profissionais estava dependente do cirurgião-mor .
Já no século XVII surge a primeira legislação portuguesa referente à Odontologia, a Carta Régia de Portugal, de 09 de Novembro de 1629, regularizando a prática da arte dentária, sendo instituída uma multa de dois mil réis às pessoas que “tirassem dentes” sem licença e, pela primeira vez citando a “classe profissional” dos barbeiros.
[1]
FIGUEIREDO, B. G.: ‘Barbeiros e cirurgiões: atuação dos práticos ao longo do século XIX’. História, Ciências, Saúde — Manguinhos, VI(2): 277-91, jul.-out. 1999
Sou barbeiro e formado em Ciências Sociais.
ResponderExcluirPesquisador sobre a profissão, faço referência bibliográfica do trabalho da Betânia.
Sou barbeiro e formado em Ciências Sociais.
ResponderExcluirPesquisador sobre a profissão, faço referência bibliográfica do trabalho da Betânia.