Em relação à natureza do trabalho, pode-se dizer que, diferentemente do observado na medicina, na atividade da odontologia predominaram, desde o início do seu desenvolvimento, as tarefas manuais, voltadas para a extração e reposição dos dentes, associando-a a uma função mais estética do que terapêutica,sendo considerada uma trabalho artesanal e comercial, de baixa estima social. Assim, embora o objeto do trabalho odontológico fosse o tratamento das doenças da boca e dos dentes, a atividade manual e protética do dentista nunca aparentou possuir uma relação estreita com o conhecimento científico biomédico.
Foi durante o Brasil colonial, com a criação das capitanias hereditárias, entre 1534 e 1536 e a formação dos primeiros núcleos de povoação,que chegaram ao país, mestres de ofício de várias profissões. Tratavam-se de artesãos dentre os quais se incluíam os barbeiros: pessoas que tiravam dentes. A Odontologia era, assim, exercida pelo barbeiro ou sangrador, pessoas desinformados de qualquer conhecimento científico, que deveriam agir de modo forte, impiedoso e rápido. Como as técnicas de “curar de cirurgia, sangrar e tirar dentes” eram transmitidas sem qualquer teoria, os barbeiros e sangradores , pessoas simples, considerados geralmente ignorantes e gozavam de baixo conceito, aprendendo esta atividade com alguém mais experiente .
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